10 de julho de 2026
Geral

Relógio biológico deve ser respeitado por pais

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Acordar a estudante Tainã Tonim Cunha Bastos, 10 anos, não é tarefa fácil. Quem consegue tirá-la da cama logo cedo, tem que aprender a lidar com mau-humor. À tarde, quando as aulas dela começam, a irritação já é coisa do passado. A diferença de comportamento é levado a sério pela mãe dela, Vivian Danieli Tonim Colim, que observa o relógio biológico da filha.

O cuidado recebe a aprovação da pediatra Sônia Maria Alécio Alves Fiocchi, para quem o melhor momento da criança deve ser aproveitado. “Grande parte tem dificuldade (em acordar cedo), mas depois de um período de adaptação, deslancha. Se a criança tiver muita dificuldade, é melhor estudar à tarde para aproveitar melhor. Temos que respeitar cada um”, explica.

Incentivada pela mãe, Tainã é ótima aluna. “Ela não dá trabalho nenhum, vai muito bem. Mas antes das 10h, não funciona. Ela dorme tarde”, conta Vivian. A prática é comum principalmente nas férias e deve ser alterada especialmente quando o aluno está matriculado no período da manhã. “O ideal é que a criança comece a dormir e acordar mais cedo alguns dias antes do início das aulas. Sempre fiz isso com meus filhos”, comenta Fiocchi.

Despertar nunca foi problema para as filhas do engenheiro civil Ivaldo Bressan. Com carinho e muito cafuné, ele as acorda e, prontamente, as duas pulam da cama para mais um dia de aula.