10 de julho de 2026
Internacional

Indicados ao Oscar serão divulgados hoje

Folhapress
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O Brasil acompanha hoje o anúncio dos indicados nas principais categorias do Oscar 2006 longe do clima de “já ganhou”. A começar pelos potenciais indicados, predomina a dúvida sobre a confiança. O diretor Breno Silveira, que tenta emplacar seu longa “2 Filhos de Francisco” na disputa de melhor filme estrangeiro, faz questão de classificá-lo como “azarão”, embora se esforce para divulgar o título nos EUA. As barbadas da categoria, segundo o zunzunzum no circuito de cinéfilos e especialistas no mercado, são os candidatos da França (“Joyeux Noël “, de Christian Carion), China (“A Promessa”, de Chen Kaige) e África do Sul (“Tsotsi”, de Gavin Hood).

“Se “‘2 Filhos de Francisco’ estiver entre os cinco, será zebra”, diz o jornalista Sérgio Dávila, da “Folha de S. Paulo”. A VJ e cineasta Marina Person discorda: “Acho que o filme tem chances, sim. Não é só torcida”. Nos últimos anos, a Academia ignorou os candidatos brasileiros a melhor filme estrangeiro, como “Eu Tu Eles” (Andrucha Waddington), “Abril Despedaçado” (Walter Salles), “Cidade de Deus” (Fernando Meirelles), “Carandiru” (Hector Babenco) e “Olga” (Jayme Monjardim).

A exclusão de “Cidade de Deus”, em 2003 - considerada uma das maiores injustiças da premiação pelos influentes irmãos Weinstein, do selo Miramax, que distribuíam o filme - foi “vingada” no ano seguinte com quatro indicações: melhor diretor, montagem, roteiro adaptado e fotografia.

Meirelles duvida que terá neste ano uma segunda indicação a melhor diretor, por “O Jardineiro Fiel”, produção inglesa da Focus, e aposta nas indicações de sua atriz (Rachel Weisz, vencedora do Globo de Ouro de coadjuvante), sua montadora (Claire Simpson) e seu roteirista (Jeffrey Caine). Dávila e Person coincidem no palpite de que o protagonista de “O Jardineiro Fiel”, o inglês Ralph Fiennes, abocanhará uma indicação a melhor ator.

A justificativa de Meirelles para o descrédito à sua própria indicação é o fato de ele não haver sido lembrado pelos seus pares do Directors Guild of America (DGA). A associação de diretores premiou neste fim-de-semana o taiwanês Ang Lee (“O Segredo de Brokeback Mountain”). A premiação dos sindicatos das categorias de profissionais do cinema nos EUA, como o DGA, é tida como indicador dos resultados do Oscar, porque os votantes são os mesmos. A diferença é que a Academia é uma versão plural da indústria, reunindo os profissionais das diversas áreas.

Vencedor também do Globo de Ouro (prêmio da associação de correspondentes estrangeiros em Hollywood), como melhor diretor e melhor filme, Lee é o favoritíssimo desta edição do Oscar. Os nomes dos indicados às estatuetas - a serem entregues no dia 5 de março - serão anunciados às 5h30, em Los Angeles (11h30 no horário de Brasília), pela atriz Mira Sorvino e pelo presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Sid Ganis.