10 de julho de 2026
Cultura

Categoria tem críticas e teme falta de diálogo

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

“Não há delegado, não há informações de quando poderemos apresentar projetos, não sabem quando haverá um novo coordenador. Os funcionários nem sabem mais o que responder quando um artista ou agente cultural aparece na Oficina”, resume uma pessoa envolvida com a classe artística em Bauru e que prefere não se identificar, com medo de represálias na seleção das propostas de atividades para os próximos meses.

A situação atual da Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes e da Delegacia Regional de Cultura recebe críticas de todos os lados e será questionada em uma reunião informal com a categoria artística e cultural, marcada para hoje, no Bar Convívio (parque Vitória Régia), às 18h.

Segundo outro crítico da atual situação e da última gestão dos dois órgãos, que também pede anonimato, a classe artística de Bauru e região exige mudanças profundas na programação cultural oferecida pelo Estado.

“Do jeito que está, não queremos. Queremos uma mudança geral, essa é a consciência de diversos artistas com quem estamos conversando. Queremos inclusive discutir os nomes (dos futuros delegado e coordenador) em uma assembléia com as categorias. Se é para continuar do mesmo jeito, seria melhor fechar as portas da Oficina”, coloca.

Na sua opinião, os órgãos não atendem as principais demandas da região, que seriam a formação de público para a arte e a cultura, e a geração de renda para os artistas. “Queremos uma continuidade dos movimentos, de forma que favoreça os artistas. A verba não é muita, sabemos disso, mas os projetos corretos podem melhorar essa situação”, comenta.

“Ao contrário do governo federal, que tem diversos projetos de fomento e popularização da cultura, o Estado peca por deixar esse setor de lado. São poucos programas sérios, a verba é mínima e a seleção das oficinas e cursos, sem critérios. A programação poderia ser muito mais rica e abrangente, nos 41 municípios da região, se houvesse uma discussão mais ampla, com nossa participação”, aponta o outro crítico. “Esperamos que os novos nomes no comando tenham essa visão e coloquem-se do lado do público e dos artistas. Eles não podem ficar contra o que todos esperam”, finaliza.