09 de julho de 2026
Nacional

Líderes indígenas do Pará fazem coordenador da Funasa refém

Folhapress
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São Paulo - Cinco lideranças indígenas fizeram refém o coordenador substituto da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Pará, Raimundo Nonato Verício, em protesto contra a falta de estrutura da Casa do Índio de Belém. Ele chegou ao local - uma unidade de saúde indígena mantida pela Funasa - por volta das 10h (horário de Brasília) de ontem para negociar a libertação do diretor da Casa do Índio, também mantido refém, mas os dois foram impedidos de sair do local.

Os índios dizem que só vão libertar Verício quando o superintendente da Funasa no Pará, Parsifal Pontes, for pessoalmente à Casa do Índio para negociar as melhorias exigidas. “Enquanto ele não vier, o outro fica aqui como refém”, afirmou o líder Raimundo Tembé. O diretor da Casa do Índio, que deveria ter sido libertado com a chegada de Verício, ainda estava no local no início da noite de ontem.

Tembé, porém, afirmou que o diretor, também indígena e identificado apenas como Coraci, já estava sendo autorizado a sair. Segundo a assessoria da Funasa, o superintendente Parcifal Pontes estava em Brasília para uma reunião, mas iria retornar a Belém anteontem à noite para negociar com os índios.

As lideranças enviaram à Funasa uma pauta de reivindicações, que pede conserto das instalações sanitárias, alimentação de melhor qualidade e substituição de bebedouros e ventiladores, entre outras melhorias. Um funcionário da Casa do Índio que não quis se identificar disse à reportagem que o protesto é pacífico, que os índios não estão armados e que conversam o tempo todo com o refém. De acordo com esse funcionário, 180 índios estão no local, entre pacientes e acompanhantes.