08 de julho de 2026
Internacional

Terror do Hamas emperra governo

Folhapress
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Israel - O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, disse ontem ser “ainda cedo” para discutir a formação do novo governo e que, “provavelmente”, vá transferir a tarefa de formar o gabinete ao Hamas.

O partido e grupo terrorista islâmico elegeu 74 dos 132 deputados nas eleições legislativas da semana passada. Mas o que seria um procedimento automático no parlamentarismo se tornou um grande problema em razão da determinação do Hamas em não abrir mão do terrorismo e em não reconhecer o Estado de Israel.

Um primeiro contato de Abbas - o grande derrotado nas eleições legislativas - com dirigentes do Hamas está agendado para hoje, em Gaza. Não há cronograma de negociações.

Trégua

Um dos dirigentes do Hamas, Khaled Meshaal, reiterou ontem que seu movimento “jamais” reconhecerá o direito de Israel de existir. Mas disse que poderá negociar uma trégua com o Estado vizinho.

O Hamas respeitou apenas de modo parcial, no ano passado, a trégua negociada entre o governo israelense e a ANP. “Não reconheceremos jamais a legitimidade do Estado sionista, que foi implantado em nossas terras”, escreveu Meshaal no jornal “Al Hayat al Jadida”.

Outro dirigente do grupo, Ismail Haniyeh, disse em Gaza que condicionava uma trégua com Israel à retirada dos assentamentos judaicos da Cisjordânia e à libertação dos prisioneiros palestinos.

O cônsul americano em Jerusalém, Jacob Walles, responsável pelos programas de ajuda nos territórios palestinos, disse que o lançamento de novos projetos está congelado.

Em Caracas, o vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, afirmou que representantes do Hamas planejam percorrer a América do Sul, com escalas em seu país, no Brasil, na Argentina e na Bolívia, mas não deu detalhes.