Cafelândia, a 83 quilômetros de Bauru, já foi tida como a capital mundial do café, título que, segundo os moradores, não é verdadeiro. “Ela foi o primeiro centro escoador mundial de café”,explica a moradora Este de Lourdes Torres Marcondes de Moura.
A cidade que tem hoje cerca de 19 mil habitantes já teve perto de 50 mil moradores, no auge do ciclo do café. A falta de empregos fez com que muitos moradores, especialmente os jovens, deixassem Cafelândia.
Atualmente, o município tenta atrair indústrias e incentivar o turismo. No bairro Três Barras está instalado um dos mais antigos templos budistas do País.
O “tesouro” ainda caresse de infra-estrutura, assim como a cidade, para receber o turista, mas sem dúvida alguma tem um forte apelo turístico para os adeptos do budismo e para aqueles que adotam um comportamento zen.
O templo está instalado na primeira colonização japonesa no Brasil, a colônia Hirano que começou com 300 famílias e hoje, tem 12. As grandes plantações de café que atraíram os orientais foram substituídas por cana-de-açúcar.
Cafelândia, no passado, ficou dividida em duas. A parte alta era conhecida como Pena, uma alusão ao então presidente Afonso Pena, que inaugurou a estação ferroviária. Só a parte mais baixa era Cafelândia. A divisão foi acirrada pela disputa de dois times de futebol.
O colégio Sagrado Coração de Jesus, a casa Bethânia e a Igreja Santa Izabel da Hungria são algumas referências do passado da cidade. A escola, que tinha como alunas Maria Pia Matarazzo e filhos de funcionários da alta cúpula do governo, adotava uma grade curricular européia.
A crise mundial do café e a conseqüente queda no poder aquisitivo dos fazendeiros levou ao fechamento do colégio, que hoje abriga a escola agrícola e as Emeis.