São Paulo - As demissões e reduções salariais são uma das formas mais utilizadas pelas instituições de ensino superior para adequar custos, em um setor em que 63% do faturamento, em média, é gasto com folha de pagamento. No caso das universidades que atravessam crise financeira, a média é de 80%.
Esses números ajudam a explicar os dados do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), que informa que foram demitidos 2.492 professores na cidade de São Paulo no ano passado. Do ano retrasado para 2005, o salário médio, de acordo com dados do sindicato, caiu de R$ 3.501,00 por mês para R$ 3.027,00.
“A informação que nos chega é que as universidades demitem doutores e contratam professores com titulação menor para economizar. Os salários são nivelados por baixo, o que prejudica a qualidade do ensino”, diz Celso Napolitano, diretor do Sinpro.
Uma universidade paulista que demitiu 200 professores no final de 2005, declaradamente para cortar custos, foi a Universidade Camilo Castelo Branco. Outro caso é o da FGV-SP, que na semana passada anunciou que demitiu 16 de seus 300 professores para adequar custos.A PUC também informou que 10% de seus professores serão demitidos.