07 de julho de 2026
Ser

Seqüelas da infidelidade


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Insegurança e baixa estima são conseqüências comuns no caso de traições, principalmente no caso dos jovens, ressalta Biem. “A pessoa traída costuma chorar durante muito tempo, podem deixar de se alimentar e até entrar em depressão, que pode ser leve ou séria”, diz.

Foi o que aconteceu com Juliana, que na pior fase do seu casamento, entrou em depressão chegou a emagrecer 14 quilos. “A traição é a pior coisa que existe num casamento. É horrível”, desabafa Juliana.

“No caso de um jovem que está estudando, muitas vezes ele pode perder a concentração. E se o profissional não souber separar seus papéis, pode acabar prejudicando seu trabalho”, observa a psicóloga. As seqüelas da infidelidade podem ser ainda maiores em relacionamentos longos ou para pessoas com mais de 40 anos.

“Quando a traição acontece com mulheres acima dos 40 anos, a angústia é grande, porque em geral os filhos estão crescidos e elas querem desfrutar a companhia dos parceiros, envelhecer ao lado deles. E de repente esse projeto de vida é ‘truncado’”, explica Biem. “Aí vem a insegurança e sensação de que ela não terá capacidade ou não haverá mais tempo para recomeçar e ser feliz”, pontua.

Além disso, quando ocorre separação por conta de infidelidade, tanto para elas quanto para eles, é comum vir à tona o medo de confiar em outra pessoa. Isso aconteceu com Juliana. Desde o término do segundo relacionamento ela está sozinha e não quer se envolver novamente com alguém. “Não consigo nem paquerar mais. Hoje estou me dedicando à minha filha e aos estudos”, conta.

Primeiros-socorros

Segundo Biem, a pessoa traída precisa de tempo para recuperar a auto-estima e estar preparada para um novo relacionamento. E não adianta embarcar desesperadamente em outra relação porque corre o risco de ser infeliz. “É fundamental fazer uma pausa para a reflexão”, diz.

Se não houver ruptura na relação e a pessoa traída resolver perdoar o parceiro, é fundamental “colocar uma pedra no assunto”, enfatiza Biem. “É preciso não dar tanta importância para o rival, mas sim para o relacionamento. Se eles optaram por continuar juntos, não se deve mais ‘desenterrar defunto’. A pessoa já perdoou e não precisa ficar lembrando da traição em todas as briguinhas.”.

Além disso, é importante não agir impulsivamente, destaca a psicóloga. “Nessas situações é comum os amigos darem conselhos e muitas vezes isso pode atrapalhar uma retomada desse casal. Quando necessário, as pessoas devem buscar orientação adequada”, indica a psicóloga.

No caso de separação após infidelidade, Biem faz questão de ressaltar que a traição machuca e causa sofrimento, mas não deve ser empecilho ou motivo de ciúme e desconfiança em relacionamentos futuros.