08 de julho de 2026
Ser

Contexto histórico

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 1 min

Episódios de traição sempre fizeram parte da humanidade. Para a professora universitária e doutora em história Lourdes Conde Feitosa, que é autora do livro, infidelidade e ciúme estão intrinsecamente ligados. “A traição é o fato concreto, o qual é baseado na sensação de insegurança provocada pelo ciúme”, diz.

Autora do livro “Amor e Sexualidade – o Masculino e o Feminino em Grafites de Pompéia”, Feitosa analisou o comportamento dos povos da antigüidade por meio da análise de grafites datados do século I d.C, em Pompéia.

Frases como “Nós amamos? Então sejamos ciumentos” ou “Tonto! Saia de perto da minha bela” estampados nas paredes retratam a preocupação deixar registrado a questão do ciúme e do assédio, “um dos primeiros passos da traição”, aponta Feitosa.

Ela ressalta que por meio dos grafites, a traição ganha aspecto público. “São situações concretas que as pessoas viviam e reproduziam nas paredes”, diz. O tema da infidelidade também é destaque na literatura, aponta Feitosa. “Autores latinos como Ovídeo, Catulo e Juvenal focalizam a questão da traição aristocrática em suas obras, mas de forma velada porque essa prática afrontava as leis, o direito e o pudor”, observa a professora.