07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Retornando

A Câmara Municipal de Bauru retoma seus trabalhos hoje, após um recesso de quase dois meses. Oito processos estão pauta, sendo que sete deles foram transferidos (sobrestados) da última sessão realizada em 2005 - uma extraordinária - quando foi aprovada a revisão da planta genérica do IPTU. É a volta de um termômetro da política, além de poder fundamental no Estado Democrático de Direito.

• Dias difíceis

O prefeito Tuga Angerami (PDT) enfrentará desde já problemas para aprovação de projetos importantes, como os que criam o fundo de asfalto e o fundo para tratamento de esgoto. Ambos receberam o carimbo de ilegais na Consultoria Jurídica da Câmara, por não responderem, no texto proposto, a perguntas sobre o controle dos recursos a serem cobrados dos cidadãos.

• Debate legal

Certamente o ainda secretário de Negócios Jurídicos, Célio Parisi, deverá contestar a análise do consultor jurídico do Poder Legislativo, Nestor Kobayashi, ou concordar com ele e pedir mudanças nos textos dos projetos. Outros dois projetos também foram considerados ilegais, por não conterem todas as informações necessárias, na avaliação de Kobayashi.

• Plano político

Outro plano de dificuldades que Tuga poderá enfrentar reside no aspecto político. A tendência, com o passar dos meses, é a oposição e mesmo alguns vereadores não-alinhados endurecerem o discurso neste ano eleitoral. Também por se tratar do segundo ano do governo, quando a tolerância com oa situação encontrada já não será a mesma.

• Entendimento

O prefeito conduziu com habilidade seu relacionamento com a Câmara no primeiro ano. Ciente de que a população quer mais trabalho e resultados do que factóides e guerrinhas partidárias, Tuga chamou os vereadores à razão e obteve da maior parte deles ao menos a disposição de dialogar, com a devida independência que esta relação requer.

• Lógica invertida

Tuga conseguiu até mesmo a proeza de obter apoio de dois tucanos – João Parreira e Toninho Garmes. Em tese, o PSDB deveria ser seu maior adversário no embate político-administrativo, uma vez que a disputa eleitoral se deu entre ambos e o eleitorado bauruense praticamente se dividiu ao meio. Apenas Marcelo Borges fincou bandeira na oposição.

• Debate maduro

Fica a incógnita para este ano. De qualquer forma, o que a população espera é a discussão calcada num diálogo consequente para os destinos da cidade, sem sectarismos ou jogadas para iludir ou destruir por puro desejo de vingança ou de aniquilamento eleitoral. 2005 revelou estarmos relativamente distantes desse perigo.

• Marcação pesada

O dirigente regional do PSB Antonio Pedroso Júnior anda indignado com a pressão que a prefeitura faz sobre o Noroeste para que o clube faça melhorias dentro e fora (calçadas) de suas dependências. “O estádio ficou 45 anos sem calçada e agora querem cobrar R$ 400 mil de multa. Dêem um prazo para o clube construir a dita cuja”, apela.

• Tuga presidente

Em tom de desabafo, o presidente do Norusca, Damião Garcia, ameaçou passar o comando do clube para o prefeito, em entrevista publicada ontem pelo JC.