A direção da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) argumenta que está mantendo as despesas com manutenção da frota de coleta de lixo mesmo com o anúncio de terceirização do serviço previsto para este ano, através de licitação. Ontem, a empresa divulgou que teriam sido gastos R$ 73,500,00 em janeiro com manutenção dos caminhões, contra R$ 49 mil da média mensal em 2005.
“Em 2004, a Emdurb investiu, em média, R$ 52.323,76 por mês na manutenção da frota. Em 2005, esse valor foi, em média, de R$ 49.084,44 por mês. Nos meses anteriores, essa quantia foi de R$ 39.987,85 (outubro de 2005), R$ 60.523,87 (novembro de 2005) e R$ 40.609,02 (dezembro de 2005)”, listou a empresa.
O presidente da Emdurb, Renato Purini, argumenta que os gastos foram com substituição de peças, como motor, freios e sistema hidráulico dos caminhões. “A maior parte dos gastos é com motor. A idade da frota é muito antiga e as quebras constantes. Precisamos continuar investindo em peças e manutenção para não deixar o serviço descoberto até a terceirização. A preocupação é manter a frota em condições de uso”, menciona.
Em relação à freqüência dos funcionários da coleta, após a confirmação da terceirização, Purini avalia que os números mostram o aumento das faltas nesta etapa. “Com relação à freqüência dos funcionários da coleta de lixo, no dia 30 de janeiro de 2006 foram registrados 1 abono e 1 licença médica (2 ausências). No dia 31 de janeiro, foram 2 faltas, 1 abono e 3 licenças médicas (6 ausências). Já no dia 1 de fevereiro, foram 5 faltas, 1 abono e 2 licenças médicas (8 ausências). No dia 2 de fevereiro, foram 8 faltas, 1 abono e 4 licenças médicas (13 ausências). No dia 3 de fevereiro, foram registrados 1 falta, 1 abono e 4 licenças médicas (6 ausências). Por fim, no dia 4 de fevereiro foram registrados 8 faltas, 2 abonos e 5 licenças médicas (15 ausências). Ontem, dia 6 de janeiro, ocorreram mais 6 faltas”, elenca Purini.
A direção da empresa afirma que vai honrar os pagamentos de todos os direitos trabalhistas após a terceirização do serviço. “A empresa também irá recomendar à empresa vencedora do processo licitatório que absorva os melhores servidores do setor de coleta, uma vez que será necessária a contratação de mão-de-obra com experiência no serviço”, aborda.
Renato Purini alfineta o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) voltando a comentar que o salário da categoria vinculado ao setor privado, através do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços de Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Selur), é melhor que o piso no setor público local.
“A empresa vencedora da licitação terá que oferecer aos funcionários benefícios previstos no acordo coletivo de trabalho da categoria e que não são ofertados atualmente, como plano de saúde, seguro para todos os trabalhadores, vale-alimentação e caminhões zero quilômetro, tornando o serviço mais seguro e eficiente.
Para se ter uma idéia, a Emdurb paga R$ 380,00 de piso salarial para cada funcionário e no segmento privado o piso é de R$ 614,00, vale-compra de R$ 192,07 e vale-alimentação de R$ 105,52”, completa.