• Na lapiseira
Há uma visível queda-de-braço pelos números entre a direção da Emdurb e o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm). A empresa argumenta que se os coletores forem atuar junto ao setor privado (sendo representados na via sindical por este segmento), o salário e os benefícios serão bem maiores, saindo de R$ 380,00 de piso no público para R$ 614,00 no privado, fora os benefícios.
• O outro lado
Já o sindicato combate o argumento da Emdurb dizendo que a terceirização é a forma encontrada para oferecer serviço de má qualidade na coleta e, como disse o próprio vereador da situação na sessão de ontem da Câmara, Rodrigo Agustinho (PMDB), tem municípios que terceirizaram e contam com serviços de bom nível e outros de péssimo nível.
• Na discussão
E se o sindicalismo não entrou no debate dos números, outros entram, como um vereador, que não quis se indentificar. “A discussão sobre a transferência ou não do serviço de coleta de lixo para a iniciativa privada envolve discussão mais ampla do que simplesmente terceirizar ou exigir caminhões e caçambas mais modernos”, disse.
• Por que não?
“Já a discussão do salário é bem mais prática. De um lado, a Emdurb paga muito mal seus trabalhadores e, pior, ainda está deficitária, o que indica e, por si só, comprova o mau gerenciamento da empresa ao longo do tempo”, acrescenta o parlamentar.
• Nos custos
Sobre essa comparação salarial, o governo que não se anime, porque se o piso é mais do que o dobro na iniciativa privada, isso reflete em custos na hora da cobrança da tonelada coletada nas ruas. E o empresário vai repassar, evidentemente, todos os insumos para a prefeitura. O pulo do gato, neste setor, é que a iniciativa privada consegue fazer o mesmo serviço com metade da mão-de-obra e com caminhões que transportam muito mais lixo, otimizando os custos. Porque, então, o setor público não pode ser eficiente com estes parâmetros?
• Fim do PCC
O ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho (PTB) afirmou em Bauru, sábado passado, que se for candidato ao governo novamente vai acabar com o movimento do Primeiro Comando da Capital (PCC), liderado por presos do sistema. A questão, confessou Fleury Filho, é que a família estaria pressionando contra seu retorno. De outro lado, o PTB também precisaria viabilizar sua candidatura e, até agora, o deputado tem maior interesse em permanecer em Brasília.
• Líder isolado
Na primeira sessão do ano, apesar dos projetos importantes na pauta, o assunto mais discutido foi o Noroeste. O vereador Faria Neto, líder do prefeito, por exemplo, gastou nove dos dez minutos a que tinha direito para discorrer sobre a irresistível “Maquininha Vermelha”, líder isolada do Paulistão. Faria falou, inclusive, sobre a carreira do técnico do time, Paulo Comelli. No minuto final, Faria Neto disse algumas palavras sobre a criação dos fundos para tratamento de esgoto e de infra-estrutura (asfalto).
• Bolso doendo
Quem não está para comemorações são os contribuintes de vários bairros onde o IPTU deu um salto de doer, inclusive na periferia. Ontem, procuraram o JC para reclamar.