10 de julho de 2026
Regional

Barra Bonita pode ficar sem sala de exibição a partir do próximo dia 28

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto encerra suas atividades em Pirajuí, o empresário José Roberto Pelegrinelli Mai enfrenta problemas também com o cinema de Barra Bonita.

Integrantes da Associação Cultural afirmam que o empresário deixou de cumprir duas cláusulas contratuais. Uma delas é a suposta não-quitação de dívidas pendentes e a outra é a falta de manutenção do prédio.

O contrato entre a empresa Mai Unida e a prefeitura venceu em dezembro último, após seis anos de vigência. A renovação, no entanto, enfrenta resistência e não deve ser concretizada.

Segundo informou o presidente da Associação Cultural de Barra Bonita, Paulo Sérgio Salvi, a empresa que administra o cinema tem um prazo até 28 deste mês para desocupar o prédio.

Depois disso, a prefeitura deverá iniciar um novo processo licitatório para escolher o novo administrador do cinema. Salvi adianta que o vencedor da disputa terá de se comprometer com a construção de um local próprio para o cinema. Atualmente, o teatro municipal tem sido usado com sala de exibição improvisada. A intenção da prefeitura é separar o cinema e deixar o teatro apenas para os espetáculos. Segundo Salvi, o município estaria disposto a colaborar com a doação de um terreno para a construção do futuro cinema.

A proposta inicial era que a empresa Mai Unida fizesse o novo cinema, mas a não-renovação do contrato inviabiliza o projeto. Segundo Salvi, a dívida que a empresa tem com a prefeitura não permite que a mesma participe da licitação. Até que todo o processo esteja concluído, é provável que as sessões sejam suspensas a partir do próximo dia 28.

Mai afirma ter cumprido a cláusula de conservação do prédio. Segundo ele, a única coisa que podia ser feita é o conserto das poltronas que eventualmente fossem danificadas pelo público. Já os danos com infiltrações, por exemplo, não seriam de competência de sua empresa, já que se trata de um problema estrutural, causado pelo tempo de uso do prédio – cerca de 19 anos.

Quanto às dívidas pendentes, ele disse que ainda está negociando com a prefeitura para parcelamento.