São Paulo - Será julgado amanhã pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo o recurso do deputado estadual coronel Ubiratan Guimarães (PTB) que pede a redução de sua condenação a 632 anos de prisão por responsabilidade no Massacre do Carandiru.
Em outubro de 1992, 111 presos do Pavilhão 9 do Complexo Penitenciário do Carandiru (zona norte de São Paulo) foram mortos após a Polícia Militar (PM) ter invadido o local para conter uma rebelião. Os PMs entraram na unidade sob o comando do coronel. O massacre - e sua suposta impunidade - tiveram repercussão internacional.
O coronel foi condenado à prisão em junho de 2001, por co-autoria na morte de 102 presos e por cinco tentativas de homicídio. Como ele é réu primário, recorre da sentença em liberdade. Ele recebeu o direito de ser julgado pelo Órgão Especial quando foi eleito, em 2002.
O Órgão Especial é composto por 25 desembargadores. Destes, apenas o presidente do TJ, Celso Luiz Limongi, não vota, exceto em caso de empate.