11 de julho de 2026
Internacional

Parentes de vítimas do naufrágio ateiam fogo em companhia marítima

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Safaga - Parentes de vítimas que estavam a bordo do navio que naufragou na última sexta-feira no mar Vermelho atearam fogo ontem no escritório da companhia proprietária da embarcação, informaram testemunhas. A polícia utilizou gás lacrimogênio para dispersar a multidão, que atacou a sede da companhia Al Salam Transportes Marítimos, no porto de Safaga, no sul do Egito. Familiares estão reunidos na entrada do porto desde sexta-feira, quando a embarcação Al Salam 98 - que transportava cerca de 1.400 pessoas - naufragou. No dia do naufrágio, 1.000 pessoas se aglomeravam no local, mas o número caiu para 300 ontem. Autoridades destacaram centenas de policiais para bloquear a entrada do porto, onde a embarcação, que vinha da Arábia Saudita, deveria ancorar. Muitos dos passageiros eram trabalhadores egípcios.

Segundo autoridades, equipes de resgate retiraram 387 sobreviventes do mar e encontraram 135 corpos. Funcionários das equipes de emergência haviam informado números mais altos anteriormente. Mais de 800 pessoas continuam desaparecidas. Os parentes dos passageiros se dizem indignados contra a falta de ação do governo. Eles também se revoltaram com relatos de sobreviventes de que a tripulação teria continuado a viagem mesmo depois que um incêndio foi detectado na embarcação.

Anteontem, durante os trabalhos de busca pela embarcação, as equipes encontraram um equipamento equivalente à caixa-preta. Até o momento, ela não trouxe muitas informações, mas há indícios de que houve algum problema na hora de enviar sinais de socorro, segundo autoridades.