08 de julho de 2026
Nacional

Izar afirma que Conselho mantém processo de Janene

Folhapress
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Brasília - O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), afirmou ontem que o processo contr o deputado José Janene (PP-PR) continuará. “Nós decidimos que vamos continuar trabalhando normalmente no caso Janene, vamos ouvir as cinco testemunhas arroladas pelo deputado e esperar para ver quando ele poderá depor”, afirmou Izar, acrescentando que defende que uma nova junta médica vá acompanhando o estado de saúde do líder do PP.

Janene é um dos 11 deputados que sob processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho. Até o momento, o caso contra o líder do PP na Casa não avançou devido ao seu estado de saúde. Janene está licenciado do cargo por problemas cardíacos desde o setembro do ano passado. Em entrevista ontem pela manhã, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), afirmou que só autorizará a aposentadoria do deputado José Janene (PP-PR) se tiver garantia de que ele não poderá disputar novas eleições.

No último dia 1, a Câmara decidiu enviar uma junta médica ao Paraná para avaliar o estado de saúde de Janene. O laudo, já concluído, aponta cardiopatia grave e recomenda que o parlamentar evite situações de estresse. Aldo Rebelo decidiu encaminhar o laudo para que o Conselho de Ética decida sobre o assunto. Segundo Izar, a concessão ou não do pedido de aposentadoria não depende do Conselho de Ética, mas sim da Mesa Diretora, que terá de decidir após análise do laudo da junta médica da Casa.

“O Conselho não tem que analisar o laudo. Isto não compete ao Conselho, compete somente à Mesa. Quem sabe depois de todas as testemunhas serem ouvidas e no final das investigações ele possa depor”, disse.

Segundo Izar, há uma grande dificuldade para fazer com que os processos caminhem durante o período da convocação extraordinária, mas mesmo assim o Conselho vai cumprir sua meta que era encerrar seis processos neste período. “Tenho certeza que encerraremos nesta semana os processos contra os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), João Magno (PT-MG) e Pedro Henry (PP-MT).”