No tempo em que Jorge Amado era deputado pelo Partidão e os jovens idealistas o acompanhavam aqui em Bauru, não me lembro bem se foi o Paula Ramos, o Caparica ou o Madagascar quem foi fazer proselitismo junto aos colonos de uma fazenda das proximidades e veio contando esta:
- Depois que eu tentava fazer com que o simplório e analfabeto entendesse melhor a teoria marxista, dizendo que o fazendeiro teria de repartir tudo o que tinha com ele quando o comunismo vencesse no mundo, o caboclo fez uma cara meio de dúvida e perguntou:
- Mas doutor, muié e galinha num entra nesse negócio de repartir, entra?
Contada por Isolina Bresolin Vianna