09 de julho de 2026
Internacional

Irã planeja túnel para testes nucleares, diz jornal

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Teerã - Engenheiros iranianos concluíram um plano sofisticado de construção de um túnel para a realização de testes nucleares, informou ontem o jornal americano “Washington Post”. O jornal cita oficiais que tiveram acesso a documentos confidenciais em posse da inteligência americana há mais de 20 meses. Equipado com sensores eletrônicos para medir a pressão e o calor, o projeto do túnel de 400 metros foi elaborado, aparentemente, para a realização de testes nucleares - o que denunciaria a intenção iraniana de construir uma bomba atômica.

Segundo os cálculos se analistas americanos, o Irã demoraria cerca de dez anos para construir uma bomba. No entanto, não se sabe se essa é de fato a intenção do governo iraniano e se esforços concretos vem sendo feitos nesse sentido. Desde que o Irã admitiu possuir um programa secreto de enriquecimento de urânio, há três anos, os países ocidentais, a ONU e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) questionam a alegação iraniana de que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

O projeto do túnel - não divulgado publicamente - parece apontar ao menos a ambição iraniana de testar armas nucleares. No entanto, especialistas americanos e da ONU que analisaram o esboço levantam dúvidas se o projeto será de fato colocado em prática.

De acordo com especialistas, os desenhos são compatíveis com um sistema de testes nucleares, mas, aparentemente, a inteligência americana não tem informações de que os esboços tenham saído do papel. Segundo o “Post”, além do projeto de construção do túnel, a inteligência americana também obteve desenhos de mísseis iranianos que seriam adaptados para se tornarem nucleares.

Agentes da inteligência americana consideram os documentos autênticos, mas não descartam a possibilidade de que oponentes internos do governo iraniano tenham forjado os papéis para implicar o regime. Outra possibilidade, segundo o “Post”, é que o próprio governo tenha “plantado” os documentos para convencer o Ocidente de que seus planos nucleares estão em um estágio pouco desenvolvido.