10 de julho de 2026
Nacional

Mulher de Geraldo Alckmin diz que governador sai no dia 1 de abril

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vai deixar o cargo em 1 de abril, ainda que não seja escolhido o candidato do PSDB à Presidência da República, afirmou ontem no Rio a primeira-dama Lu Alckmin. Ela lançou anteontem o livro “Seis Lições de Solidariedade”, escrito pelo secretário de Educação, Gabriel Chalita, no Barra Shopping (zona oeste do Rio). “Ele vai se afastar em 1 de abril. Só vai ficar no governo até 31 de março”, afirmou a primeira-dama.

Lu disse que também deixa o cargo de presidente do Fundo Social, trabalho voluntário. O governador tem tergiversado sobre sua saída do cargo. Inicialmente, falava em sair ainda que seja preterido pelo prefeito José Serra na disputa pela candidatura. Recentemente passou a reconsiderar a hipótese de permanecer na chefia do Executivo estadual até o fim do mandato.

De acordo com a sua mulher, porém, já tomou a decisão. Alckmin não pode mais disputar as eleições pelo governo de São Paulo, uma vez que já é reeleito. Outra possibilidade seria concorrer à vaga para o Senado, tendo como principal rival o petista Eduardo Suplicy. Lu Alckmin considera que o marido tem “grandes chances” de ser o candidato tucano na disputa pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele tem, diz, as qualidades necessárias. “É competente, ético e íntegro.”

A primeira-dama afirmou que Geraldo Alckmin não comenta em casa nada sobre a disputa com o prefeito Serra pela candidatura. “Ele não fala, não comenta nada, trabalha. Geraldo é admirável, é muito tranqüilo’’, contou Lu. Ela afirmou que em uma eventual eleição do marido para a Presidência, pretende implantar nacionalmente o programa de padarias populares, que coordena no Fundo Social do Estado.

O objetivo é dar treinamento a líderes comunitários para fazer pães e criar padarias em comunidades carentes, gerando empregos e recuperando a auto-estima dos integrantes. “O projeto causa uma mudança completa na vida das pessoas.” O secretário de Educação, Gabriel Chalita, que a acompanhou o tempo todo, evitou comentar a possibilidade de concorrer À sucessão de Alckmin, embora não tenha negado seu interesse na disputa.