São Paulo - Terminou por volta das 10h30 de ontem a rebelião que havia começado na tarde da última quarta-feira na penitenciária de Martinópolis (553 quilômetros a oeste de São Paulo). As 19 pessoas que ainda eram mantidas reféns foram libertadas e passam bem. Três presos foram transferidos.
O motim começou quando um grupo de presos que estava no setor de atendimento jurídico da unidade rendeu dois advogados e agentes, em uma tentativa de fuga. Inicialmente, 34 pessoas foram mantidas reféns - 31 agentes, dois advogados e um eletricista. A tropa da choque da Polícia Militar foi acionada, mas não chegou a invadir a unidade. As negociações foram conduzidas pelo diretor da penitenciária, Antônio Sérgio de Oliveira, com apoio de um promotor e de um padre.
Os rebelados reivindicavam a transferência de alguns presos, o afastamento de funcionários e reclamam da demora no andamento dos processos judiciais. Com o fim do motim, três presos -possivelmente líderes da rebelião - foram transferidos, mas a Secretaria da Administração Penitenciária ainda não confirmou os nomes ou o destino deles.
Durante o motim, um agente penitenciário foi agredido. Vidraças foram quebradas, mas não há informações sobre outros danos na unidade. Havia suspeitas de que os presos estivessem armados, mas a secretaria acredita que eles tenham utilizado uma arma forjada.
Uma revista será feita na penitenciária. Com capacidade para 792 presos, a penitenciária abrigava 1.153 antes do motim.