09 de julho de 2026
Cultura

Classe artística pede mais ação a Alckmin

Da Redação
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Na visita do governador Geraldo Alckmin a Bauru, ontem pela manhã, um grupo de representantes da classe artística tentou chamar a atenção do tucano para a atual situação dos dois órgãos estaduais de Cultura - a Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes e a Delegacia Regional de Cultura - e entregou-lhe um manifesto batizado “Periferia do Estado”. As principais queixas e questionamentos são sobre a suposta inatividade dos órgãos, o número reduzido de projetos que beneficiam o Interior e a falta de recursos para o desenvolvimento de ações e programas culturais.

O manifesto é assinado pela Associação de Dança de Bauru (Adab), Associação de Teatro de Bauru e Região (ATB), Associação Dramas e Folias, APEC de Pederneiras, Cine Clube Aldire Pereira Guedes, Núcleo Cultural Quilombo do Interior e Sociedade Amigos da Cultura (SAC). No documento, os representantes relembram a história dos dois órgãos e apontam o que chamam de “situação caótica” em que eles se encontraram. “Não há definição de lideranças, não há critérios de contratação de seus dirigentes, há muito as contratações são políticas e não técnicas”, afirmam, no texto.

Segundo os autores do manifesto, seu interesse é de debater a política cultural do Estado para o Interior, com o intuito de otimizar a destinação de recursos e melhore aproveitamento da estrutura física e funcional da Delegacia Regional e da Oficina Cultural. Até o final da tarde de ontem, não havia informações do novo delegado cultural para a região. O novo diretor da Oficina, o artista plástico Paulo Roberto de Souza, vindo de Lins, já estaria em Bauru preparando-se para assumir definitivamente o cargo.

Outro questionamento do manifesto faz alusão à matéria publicada no Jornal da Cidade no início deste mês. Na reportagem “Indefinição castiga Oficina Cultural”, o diretor executivo da Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo (Assaoc), Pedro José Braz, afirmou que o orçamento para as ações em Bauru para 2006 seria de cerca de R$ 70 mil. Os manifestantes apontam que os recursos, divididos para as 41 cidades na área de atuação da Oficina Cultural, significariam menos de R$ 142,00 por mês para cada Município.

“Certamente, a qualquer administrador público, seja ele um funcionário de carreira ou cargo de confiança, é impossível atuar com qualidade diante de tal realidade, sem equipe, sem recursos e sem transparência”, dizem, no documento.

No Aeroporto de Bauru, os representantes do manifesto tentaram atrair a atenção dos presentes, com máscaras e balançando notas de R$ 1,00, porém tiveram suas vozes abafadas por gritos dos tucanos que saudavam o governador. Em meio ao tumulto, Alckmin apenas recebeu o manifesto das mãos do presidente da ATB, Márcio Pimentel.