11 de julho de 2026
Internacional

Militantes palestinos impõem condições para libertar diplomata

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Gaza - Um grupo militante palestino até então desconhecido reivindicou ontem a responsabilidade pelo seqüestro de um diplomata egípcio e disse que só irá libertá-lo se todos os palestinos mantidos em prisões do Egito sejam libertados em 48 horas. A organização sediada em Gaza seqüestrou ontem o adido militar Hussam al Musli depois de atirar contra seu carro e forçá-lo a entrar em outro veículo.

Gaza tem sido alvo de uma série de seqüestros desde a retirada das tropas israelenses em setembro. Os militantes extremistas, auto-intitulados Brigadas de Al Ahrar, divulgaram um comunicado. “Nós não iremos libertá-lo antes da imediata libertação de todos os prisioneiros palestinos em celas egípcias, sem exceções, e do retorno para suas famílias, sem condições, em um prazo máximo de 48 horas.” A autenticidade da declaração divulgada ainda não foi confirmada.

Os principais movimentos radicais de Gaza condenaram o rapto do diplomata, incluindo grupos responsáveis por seqüestros anteriores. O crime aconteceu a 200 metros da sede da representação do Egito em Gaza, onde o diplomata trabalha. Foi o primeiro seqüestro de um diplomata na Cidade de Gaza, afirmaram as fontes de segurança, acrescentando que a polícia palestina abriu uma investigação e que foi iniciada uma grande operação de busca.

O Egito abriu seu escritório de representação diplomática em Gaza na década de 1990, pouco depois do estabelecimento da Autoridade Nacional Palestina nos territórios palestinos, após a assinatura dos Acordos de Oslo entre Israel e a OLP.