07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

É com bons olhos que se vê a notícia sobre a iniciativa do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de aumentar a fiscalização sobre os insulfilmes ao estudar a adoção, pelos agentes de trânsito, de um aparelho medidor do grau de visibilidade do acessório. Isso porque a atual legislação sobre a utilização das películas automotivas no País é freqüentemente desrespeitada no País, algo longe de ser novidade.

Entretanto, é impossível não ficar estarrecido com o posicionamento do presidente da Associação Brasileira dos Representantes e Aplicadores de Window Film (Abrawf), Paulo Cézar Castro, ao comentar, na reportagem principal da edição de hoje, se as novas normas serviriam para forçar o mercado de revenda e instalação e os consumidores ao cumprimento efetivo da legislação.

Castro “joga” a culpa para cima dos consumidores alegando que os mesmos solicitam películas fora da legislação aos instaladores, “obrigando-os” a ser “fora da lei”. Óbvio que isso ocorre, mas Castro ignora o fato de que os estabelecimentos do setor também têm a responsabilidade de seguir os princípios legais. Então, porque alguém “manda”, o instalador se exime da responsabilidade de seguir a legislação?

Pelo menos, a Abrawf se-diz favorável às novas normas estudadas pelo Contran, o que já é um alento para, finalmente, fazer a legislação ser cumprida.