10 de julho de 2026
Polícia

Cinco são presos por furto de madeira

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Cinco pessoas foram presas e outras serão investigadas pelo furto de madeira pertencente a uma reserva do Estado, que está arrendada à empresa Ripasa, em Piratininga. A Polícia Civil recebeu denúncia anônima no início da tarde de ontem e acionou a Política Militar para deter a ação. Foram presos no local um operador de máquina, dois motoristas e um dos líderes de um acampamento de trabalhadores rurais sem terra, que intermediou a venda da madeira. O dono da madeireira também foi preso.

As toras de Pinus já estavam cortadas em decorrência de uma tentativa de furto e os detidos de ontem estavam levando essas toras do local. No dia 20 de janeiro a polícia deteve um primeiro grupo que cortou a madeira para roubá-la. As toras foram deixadas na reserva, pois pertenciam à empresa. Os líderes do acampamento “Novo Milênio” do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Independente (MSTI) que moram no local alegaram na época, que não sabiam de nada sobre a ação criminosa.

Mas ontem, durante a apreensão da madeira, Sebastião Vicente, 53 anos, líder do acampamento, foi preso pela polícia acusado de ser o intermediário da venda das toras. Ele foi levado à Delegacia de Polícia de Piratininga, junto do motorista Ednilson A. Coutinho, 32 anos, Luiz Aparecido Ribeiro, 35 anos, também motorista e Orlando de Oliveria, 36 anos, operador de máquina. Na reserva, os policiais militares encontraram a máquina que carregava as toras, um caminhão sendo carregado e um outro vazio.

Vicente, Coutinho, Ribeiro e Oliveira foram encaminhados à cadeia de Avaí. Roberto Del Uesco, dono da madeireira, também foi levado. Eles serão investigados por furto, receptação, conluio e formação de quadrilha, crimes com penas de dois a oito anos de reclusão. Uesco foi o único que durante o depoimento alegou não saber a procedência criminosa da madeira.

“Além dos envolvidos, outros líderes do MSTI terão a prisão preventiva decretada para averiguar a participação no fato”, explicou Calil. Outras madeireiras da região também serão investigadas.