11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O JULGAMENTO DE UM HOMEM HONESTO... QUEM LIGA?


| Tempo de leitura: 3 min

Se o cel. Ubiratan for mesmo preso quando findar seu julgamento, estará certa a história quando diz que o Brasil não é um país sério, pois as consequências sobre a segurança pública e o “moral” da bandidagem serão óbvios e o reverso também será igual, porém desfavorável sobre o íntimo de cada policial deste Estado/nação? E mais, se também é verdade que triste é a sina de um país que precisa de heróis, pior ainda será (ou já é) a sina de um país que os condena!

A rigor não houve chacina no Carandiru; houve isto sim a retomada de um equipamento do Estado, sublevado por uma malta de facínoras que resistiram armados contra as forças policiais e quem, aliás, após este episódio, durante o governo Fleury, abstiveram-se de peitar o poder público e desdenhar da ordem social! Vale lembrar que nos dias de hoje uma certa “organização” parece até dividir com o poder público as tarefas administrativas do Estado dentro das cadeias e aonde parece vigir um mal disfarçado acordinho onde “eu faço o que você quer desde que você me dê o que eu quero”, e assim não se produzem rebeliões e, para provar o que digo, convido os leitores a conversar francamente com qualquer um dos mal pagos, mas sobrecarregados, agentes penitenciários do Estado... Bom, aqui a conclusão é do leitor sobre quem pegava o crime à unha ou de quem com ele negocia para evitar manchetes de jornais desfavoráveis no quesito segurança pública!

Direitos humanos são para os seres humanos descentes e honestos que em sociedade não mataram, não roubaram, estupraram ou estraçalharam seus semelhantes...

Basta com esta hiprocrisia pseudo-liberal cujo único resultado foi o de anarquizar e subverter as relações humanas, familiares, públicas e privadas, minando-as da necessária moral cristã e da ética que qualquer nação precisa ter para dar certo!

Em um país onde “Tati quebra-barraco” e suas canções pornográficas são exaltadoras do tráfico de drogas ou do “sucesso” de uma garota de programa na internet, confessadamente ex-usuária de drogas, chamada de “Bruna Surfistinha", se tornam “modelos” para a nossa juventude, não me é de admirar que toda uma vida de um homem honrado cuja história foi dedicada a servir e a proteger o povo paulista envergando o uniforme da polícia bandeirante esteja para ser deitada por terra pela pressão de uma grande mídia engajada e parcial, a mesma, aliás, que lucra rios de dinheiro com os “BBB´s da vida” e apóia incontinenti coisas tais como “liberação das drogas”, “abolição da lei de crimes hediondos”, “penas alternativas”, “direito penal minímo”, etc, tudo isto em um harmonioso conluio com um monte de ong´s ditas protetivas dos direitos humanos; a maioria financiada com dinheiro vindo do exterior, sabe-se lá o porquê!

O certo virou errado e o errado virou moda, ficando “certo”... não temos mais mesmo nesta sociedade modelos positivos e edificantes, lúdicos, com os quais sinalizar as novas gerações... ser “escoteiro” é para “bobos”, o négocio é ser “soldado do tráfico”!

Redução da maioridade penal nem pensar; agravamento de penas tambem não pode; o cidadão defender a si, a família ou a terceiros dá cadeia pelo estatuto do desarmamento; e pedir tudo isto via os jornais é quase impossível dado o muro de silêncio que ergueram contra todos que não rezam pela cartilha do “politicamente-correto”!

Se vierem a condenar mesmo o coronel Ubiratan, não haverá neste Brasil mais nenhum agente policial, civil, militar ou federal, disposto a fazer o que a própria lei o obriga...se o fizer, acabará da mesma forma que este honrado oficial, ou seja, execrado pela mídia, julgado e condenado por apenas ter cumprido o seu dever!

Depois, senhores pais, mães e demais cidadãos, não reclamem, pois a moda será em definitivo ser bandido! (Paulo Boccato - acadêmico de direito)