08 de julho de 2026
Geral

Madeira apreendida em Piratininga é devolvida

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Acusados de tentativa de receptação de produto furtado, o dono e três funcionários de uma madeireira de Duartina foram soltos na tarde de ontem. Eles haviam sido presos no sábado à tarde e levados à cadeia Pública de Avaí acusados de tentativa de receptação de produto furtado, após terem sido detidos retirando madeira de uma empresa particular. O empresário Roberto Del Uesco e seus funcionários Ednilson A. Coutinho, Luiz Aparecido Ribeiro e Orlando de Oliveira, tiveram o pedido de liberdade provisória concedido pela Justiça na tarde de ontem.

Segundo o advogado Adriano Lúcio Varavallo, que representa Uesco e seus funcionários, seus clientes acreditavam que a madeira era legalizada. Eles adquiriram as toras de um líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Independente (MSTI), que possui um acampamento no Horto Florestal de Brasília Paulista, em Piratininga. Os sem terra já teriam comercializado o produto com outras madeireiras da região, cobrando preço de mercado.

Sebastião Vicente, um dos líderes do acampamento do MSTI, era quem intermediou a venda do produto. Ele continua recolhido na cadeia pública de Avaí, acusado de formação de quadrilha. Outros três integrantes do MSTI estão sendo investigadas sobre o caso.

No sábado, uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar, prendeu os acusados em flagrante, retirando toras de pinus da reserva. Ontem, a Polícia Civil da cidade encerrou o inquérito sobre a apreensão da madeira. O delegado Paulo Calil, que presidiu a ação, ouviu representantes da Ripasa, que arrendou a área do Estado, e entregou à empresa os 72 metros cúbicos de madeira apreendidos.