10 de julho de 2026
Geral

Calouros fazem matrícula na USP e Unesp acompanhados dos pais

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem, no primeiro dia de matrícula dos calouros da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade de São Paulo (USP) em Bauru, grande parte dos novos alunos estava acompanhada pelos pais. Para os ‘novos cidadãos de Bauru’, a segurança dos mais velhos aliada à atenção dos veteranos deixou a matrícula mais descontraída.

Lívia Bomura, recém-matriculada no curso de ciências da biologia da Unesp, veio para Bauru acompanhada pelos pais e o irmão. Ela vai se mudar de Guarulhos para uma pensão em Bauru, junto com uma amiga. “Acho que a ficha ainda não caiu. Hoje eu volto com eles, mas quando as aulas começarem, sei que vou estranhar um pouco. Mas também sei que é para o meu bem”, diz.

Hugo Bomura concorda com a irmã. “A gente deve aprender a se virar”, fala. Ele aguarda resultado de duas universidades públicas para uma vaga no curso de farmácia. Os pais, Shinji e Nair Bomura, não abrem mão da segurança dos filhos. “O que importa é que a cidade não tenha muita violência e que as pessoas sejam agradáveis”, frisa a mãe. “Já tinha pesquisado sobre Bauru e aprovamos a vinda dela (Lívia) para cá”, opina o pai.

Na USP, a descontração dos veteranos tornou a matrícula mais ‘calorosa’. Já na entrada, estudantes do curso de fonoaudiologia e odontologia animavam os calouros com confetes e apitos. Guilherme Jacob não escapou do trote: teve o rosto pintado com tinta guache. “Faz parte da brincadeira. Meus amigos já rasparam meu cabelo e depilaram minha perna”, conta.

Depois de entregar os documentos necessários e assinar papéis, os alunos puderam se divertir. Para animar os recém-chegados, os funcionários montaram uma tenda de esoterismo. Ao invés de ler a sorte, os calouros recebiam uma mensagem de estímulo e até dançavam ao som de músicas indianas.

A estudante Flávia Fernanda Ferlin veio acompanhada pelo pai, Fábio Bergamasco Ferlin, ambos do interior de Minas Gerais. “Primeiro sinto orgulho da minha filha ter conseguido passar no vestibular. Lógico que existe preocupação, mas o mais importante é que estamos sempre acompanhando ela”, conta o pai. Para a caloura, o primeiro contato com os veteranos foi empolgante. “É muito bom ser recepcionada com alegria”, diz.