Parte do muro de uma casa situada no cruzamento das ruas São Lucas e Santa Maria Goretti, no Jardim Redentor, foi destruída ontem à tarde por uma viatura do Serviço Móvel de Urgência (Samu). Com o motor ligado, o veículo estava estacionado em frente ao núcleo de saúde do Jardim Redentor e desceu de ré até atingir a parede lateral do imóvel. Na ocasião, dois socorristas atendiam um chamado no posto.
Por sorte, não havia ninguém na casa e nenhum pedestre foi atingido pela viatura. O motorista do Samu, também preparado para prestar socorro, informou ter puxado o freio de mão. A Polícia Civil vai apurar se o acidente foi provocado por falha humana ou mecânica.
“Vamos verificar quando foi feita a última manutenção por parte da prefeitura. Também vamos apurar a responsabilidade dele (do motorista)”, explica o delegado do 4º Distrito Policial (DP), Dinair José da Silva, que esteve no local do acidente. O objetivo também é checar se a colisão representou risco a terceiros.
Neste caso, o socorrista, cujo nome foi preservado pela polícia, poderá responder criminalmente (por periclitação da vida). Também estará sujeito a processo na esfera cível (indenização à família) e à sindicância administrativa. “Se houve falha do motorista, ele terá de pagar (os prejuízos, inclusive os reparos no veículo)”, explica o coordenador do Samu, José Roberto Berber.
De acordo com ele, após o acidente, uma outra viatura foi deslocada até o posto para atender o chamado inicial. Conforme o JC apurou, com hipertensão, o caso do paciente não era grave. Por essa razão, a central do Samu encaminhou uma das viatura de suporte básico, que somam três no total. Até que o reparo seja feito no veículo envolvido no acidente de ontem, o serviço contará com apenas duas delas. Uma outra dispõe de unidade de tratamento intensivo (UTI).
Berber admite que a ausência de um dos veículos dificultará a assistência prestada. De acordo com ele, trata-se do primeiro acidente de maior proporção desde dezembro de 2004, quando o serviço passou a ser oferecido em Bauru.