10 de julho de 2026
Nacional

Demanda por crédito e inadimplência impedem queda das taxas de juros

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A maior demanda por crédito no primeiro mês do ano e a inadimplência impediram que os juros cobrados de pessoas físicas e empresas caíssem em janeiro, acompanhando a redução da taxa básica (Selic), segundo pesquisa feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu um corte de 0,75 ponto percentual na Selic no mês passado, de 18% para 17,25% ao ano.

Apesar disso, os juros subiram em diversas modalidades de crédito de dezembro para janeiro. Para as pessoas físicas, as taxas mensais nas operações de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) praticadas pelos bancos subiram de 3,48% para 3,50%. No caso dos empréstimos pessoais, os bancos elevaram os juros, na média, de 5,70% para 5,75% ao mês.

As financeiras, que cobram juros mais altos nesta modalidade de crédito, entretanto, reduziram as taxas de 11,73% para 11,63%. As taxas do cheque especial recuaram de 8,24% para 8,21% ao mês.

Os juros do comércio ficaram em 6,15% ao mês, exatamente a mesma taxa de dezembro. Juntando todas as modalidades de crédito, na média o juro cobrado dos consumidores passou de 7,59% para 7,58% ao mês nesta comparação.

Para as pessoas jurídicas (empresas), os juros médios cobrados nas operações financeiras passaram de 4,42% para 4,43% ao mês. O maior aumento foi verificado nos descontos de duplicatas, de 3,82% para 3,87% ao ano. As taxas cobradas para capital de giram ficaram estáveis, em 4,23% ao mês.

A maior redução foi dos descontos de cheques, de 4% para 3,97% Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador do estudo e economista da Anefac, a concentração de dívidas no começo do ano, por conta de pagamentos do IPTU, IPCA, despesas escolares e compras de Natal, aumentou a demanda por crédito, provocando também elevação da inadimplência no começo do ano.