09 de julho de 2026
Internacional

Continuam atos contra charges de Maomé; dois morrem no Paquistão

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Islamabad - Protestos suscitados por charges com imagens do profeta Maomé inicialmente publicadas em um jornal dinamarquês transformaram-se em ataques contra o Ocidente que, ontem, resultaram em duas mortes no Paquistão. Na Dinamarca, líderes muçulmanos admitiram “parte” da culpa pela caótica repercussão das charges.

Em Lahore e Islamabad, manifestantes incendiaram estabelecimentos de multinacionais, aos gritos de “morte aos EUA”. Foi em Lahore que morreram dois manifestantes, baleados pelo segurança de um banco que tentavam invadir. Havia cerca de 15 mil pessoas no protesto.

Grupos extremistas islâmicos são acusados de incitar os protestos, almejando voltar a população contra o ditador Pervez Musharraf, que é pró-Ocidente. A polícia é acusada de omissão. No Iraque, as charges também se tornaram uma questão de política internacional. A Província de Basra exigiu a retirada dos 530 soldados dinamarqueses da região se o governo da Dinamarca não se desculpar pelas charges. Os europeus dizem que não podem se desculpar pela ação do jornal.

Ontem, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, apoiou a posição dinamarquesa. Em entrevista ao “Jyllands-Posten”, primeiro jornal a publicar as charges, ele declarou: “É melhor publicar demais do que não ter liberdade”.