11 de julho de 2026
Internacional

União Européia veta carne de área com febre aftosa na Argentina

Folhapress
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Bruxelas - A União Européia (UE) anunciou ontem a suspensão das importações de carne produzida nos oito departamentos da Província de Corrientes (Nordeste), onde foi encontrado foco de febre aftosa neste mês. Segundo a UE, a proposta da suspensão das importações argentinas teve o apoio do Comitê para a Cadeia Alimentar de Saúde Animal do bloco europeu. A decisão foi vista com otimismo pelo setor pecuarista na Argentina.

Um embargo limitado, como o que foi anunciado ontem, é tomado como um sinal de confiança do mercado internacional na capacidade do governo argentino de controlar a doença. A queda nas exportações do país deve ser de até 20%.

Até a semana passada, mais de 246 bovinos haviam sido sacrificados (outros 500 estavam em observação) na Argentina devido à febre aftosa, segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa).

As restrições são absolutas até o momento no Brasil, Chile, Equador, na África do Sul e em Israel. Colômbia, Uruguai e Cingapura permitirão apenas a importação da região sul da Argentina, que tem o status de zona livre de aftosa sem vacinação.

A Rússia, maior importador mundial da carne produzida na Argentina, também suspendeu suas compras. A restrição engloba animais vivos e derivados dessa província. Entre janeiro e novembro de 2005, a Rússia importou US$ 325 milhões em carnes argentinas.

O Senasa declarou ontem estado de emergência sanitária em todo o país para restringir a movimentação de gado na região onde foi detectado o foco de aftosa, em San Luis del Palmar (a 25 quilômetros do Paraguai e a 280 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul).