08 de julho de 2026
Turismo

Morretes e o porto

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

“Além da região metropolitana, rica em turismo rural e de aventura, cidades como Lapa e Tibagi, que fazem parte da Rota dos Tropeiros, e Morretes, Paranaguá e Antonina, municípios históricos do Estado, também incrementam o turismo na Capital através de roteiros integrados”, detalha Fabiula Blum, da assessoria da Associação Brasileira de Agentes de Viagens do Paraná – Abav-PR e Secretaria de Comunicação Social.

Curitiba é distração de bom gosto, exemplo de organização, de limpeza, de atenção com o social. Com clima ameno, é considerada a “moça chique” do Sul, servindo de passarela para suas meninas desfilarem de blazer rumo ao trabalho.

Com tanta coisa a favor, deu um salto para o turismo nas últimas décadas, triplicando seu parque hoteleiro, a rede gastronômica e os lugares de lazer.

Moderna, a cidade é cortada por “vias rápidas” com acesso para várias regiões, mas ainda preserva seus prédios históricos localizados na área central e o Batel, bairro movimentado com bares e restaurantes.

Falando neles, o que não falta em Curitiba é boa mesa. Há restaurantes especializados em culinária alemã, árabe, asiática, francesa, portuguesa, ucraniana e, claro, italiana. Veneza, Madalosso e Dom Antonio são algumas das cantinas premiadas localizadas no bairro Santa Felicidade, onde não faltam pratos como o delicioso macarrão com porpetta. O Madalosso, que entrou para o Guinness Book em 1995, como o segundo maior restaurante do mundo, conta com 4.645 assentos espalhados por nove salões.

O bairro e o Circuito Italiano de Colombo são dedicados aos descendentes da “bota”, lugar mais que especial para se esquecer o regime e degustar junto com as massas o melhor do vinho colonial.

Terra da fartura, roxa e produtiva, o Paraná tem também seu prato símbolo: o barreado. A preparação demanda tempo e capricho, constituindo-se num verdadeiro ritual.

A carne e os temperos são colocados em uma imensa panela de barro – daí o nome – que depois é lacrada com uma massa de água com farinha de mandioca (como uma cola), para evitar que o vapor saia e mingue o cozido.

A panela é colocada em fogão à lenha e cozinha, cozinha, por no mínimo 24 horas, tempo para que a carne fique tão macia a ponto de desfiar. É uma delícia, para quem adora provar outros sabores. O molho é mais que especial, cheiroso, requintado, por contar, entre outros ingredientes, com toucinho defumado, tomate, cebola e cominho.

É quente, como é quente o leite servido em Curitiba. Portanto, vá devagar. Há todo um cerimonial em torno dele. Ensinam assim os curitibanos: para iniciar, coloque duas colheres de farinha de mandioca e duas conchas do barreado, em um prato fundo.

Misture bem até que a massa fique consistente. Por fim, cubra o patro com algumas rodelas de banana e coma sem culpa!

Além de Curitiba, vários restaurantes de Morretes (como o Madalozo (41) 462-1410 - o de Curitiba chama-se Madalosso (41 – 372-2121) e do litoral servem o prato que custa em média R$ 15,00. Pouco diante de todo o ritual de preparo. O restaurante Madalozo fica na beira do rio Nhundiaquara, lugar mais que especial para degustá-lo e sentir a vida passar.