09 de julho de 2026
Polícia

Taxista é roubado durante a chuva

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Dois homens, até ontem à tarde não identificados, usando camisetas para cobrir seus rostos, assaltaram o taxista Márcio Rogério da Silva, anteontem à noite, durante a chuva, no Núcleo Gasparini. “Não desejo a ninguém o que passei nas mãos dos dois ladrões. Um deles queria me matar”, conta a vítima.

O assalto aconteceu por volta das 23h, logo depois do taxista ter deixado uma de suas clientes no bairro. “Eu percebi que um Fusca estava parado no meio da rua e logo pensei que estava quebrado. Como chovia, achei que eles precisavam de socorro”, comenta.

O taxista já pretendia parar, mas ao reduzir a velocidade para obedecer a sinalização da via, foi abordado por dois homens que saíram do Fusca. “Como estava chovendo, achei que eles usavam a camiseta para se proteger da chuva, mas era para que eu não visse os rostos deles”, relata.

Enquanto um deles tentou falar com Silva, o outro entrou no táxi pela porta do passageiro e ‘abraçou’ a vítima. “Quando ele me segurou, aquele que estava conversando comigo entrou no banco de trás e me segurou pelo pescoço”, relembra. Os assaltantes anunciaram o roubo e ameaçaram o taxista. “Um deles dizia que, se eu não colaborasse, ia ser queimado, numa indicação de que estava armado e pretendia me matar”, comenta a vítima.

Temendo o pior, Silva entregou R$ 130,00 em dinheiro. “Eles não pegaram a minha carteira e nem viram meu celular”, completa. De posse do dinheiro, os assaltantes queriam que o taxista desse partida no veículo. “Eles queriam que eu ligasse o carro, mas parte da chave tinha ficado no tambor e eu não tinha como ligar e eles fugiram a pé”, finaliza.

Armadilha

Silva acredita ter sido vítima de uma cilada. “Eles não fugiram com o carro deles (o Fusca). Acho que eles podem ter se aproveitado do fato. Ou armaram a situação para me pegar”, avalia. Ele lembra que, como estava chovendo e já havia socorrido um outro condutor, não estranhou a dupla no meio da rua.

“Tinha um carro quebrado na rodovia e eu acionei a polícia. Achei que era outro carro na mesma situação”, frisa. Assim que os assaltantes foram embora, a vítima chamou a polícia. “Eu levei um soco na boca e vários na cabeça. Hoje (ontem) vou passar por exame de corpo de delito. Eu não os conhecia”, completa.