Reunidos em assembléia ontem à noite, os servidores municipais de Bauru definiram a pauta de reivindicações para a campanha salarial deste ano. O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) apresentou proposta de incorporação do abono de R$ 100,00 sobre o salário base da categoria, que é de R$ 303,00.
Os servidores também irão reivindicar 30% de reajuste sobre o salário base, já com o abono incorporado e vale-compra no valor de R$ 200,00. A proposta foi aceita por unanimidade pelos cerca de 50 servidores que estavam na assembléia.
Além deste percentual, o Sinserm quer que o prefeito Tuga Angerami (PDT) reajuste mensalmente a categoria, até atingir o patamar de 46,18%, relativo às perdas salariais desde 1998. “O total das perdas é de 76,18%. Nós queremos 30% agora e o restante parcelado até o final do mandato do prefeito”, explicou Idelma Corral, diretora do sindicato.
Com relação ao vale-compra, a sindicalista explicou que foi feita pesquisa de valores da cesta básica em várias regiões da cidade. “O valor da cesta varia entre R$ 188,00 e R$ 240,00, o que significa que estamos recebendo bem abaixo”, disse. O vale-compra dos servidores é de R$ 132,00.
Os servidores também devem reivindicar revisão no projeto que institui o Programa de Alimentação dos Servidores (PAS). Para o Sinserm, não deve haver teto salarial para receber o benefício. “Ele (Tuga) estabeleceu que quem ganha até R$ 519,11 terá direito ao tíquete-alimentação, mas isso será cobrado do servidor, então todos deveriam optar por receber ou não, independente da faixa salarial”, disse Idelma.
Na Justiça
O consultor jurídico do Sinserm, Sandro Fernandes, declarou que o sindicato ganhou duas ações contra a prefeitura. A primeira refere-se ao atraso no pagamento de salários na gestão Antônio Izzo Filho. Segundo Fernandes, a prefeitura terá que pagar o equivalente aos dias de atraso no pagamento, acrescido de juros e correção monetária.
Outra ação se refere ao adicional de mecânica que 28 servidores aposentados recebiam e tiveram o benefício cancelado pelo então prefeito Nilson Costa (PPS) em 2004. Fernandes explicou que esses servidores voltarão a receber o adicional, retroativo ao período em que foi cancelado pela administração, mais juros e correção monetária.