09 de julho de 2026
Bairros

Aumenta freqüência de queda de energia elétrica

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Assim como vários outros usuários, a dona de casa Vera Lúcia Ponce Urias, moradora do Núcleo Geisel, tem notado que, nos últimos tempos, a freqüência de interrupções de energia elétrica está maior em Bauru. Não é mera percepção. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmam a impressão, medida por indicadores específicos.

Um deles, denominado FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) indica quantas vezes, em média, houve queda de energia. No ano passado, o índice foi de 5,31, sendo que no ano anterior foi de 5. Os números foram registrados a partir do desempenho da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) nos 234 municípios atendidos pela empresa.

Se apenas Bauru fosse avaliada, o FEC não poderia ultrapassar o limite de 7 pontos. Neste caso, a CPFL estaria sujeita à multa. “Eu não sei o que está acontecendo. Ontem (anteontem), quase perdi hora (para levantar)”, comenta Vera. Sofreu o mesmo risco um morador do Jardim Estoril, que pediu para ter o nome preservado. Ele ainda reclama de lentidão no restabelecimento da energia, outro problema monitorado pela Aneel.

Neste caso, um dos índices adotados é o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), cuja pontuação da CPFL no ano passado foi de 6,21. Em 2004, alcançou 5,34. Apesar da alta, a empresa também não atingiu os 7 pontos estabelecidos em Bauru como limite. Apesar da morosidade não chamar a atenção do coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, ele também mostrou-se surpreso com a freqüência de interrupções.

“Às vezes acontece duas, três vezes (ao dia). Principalmente à noite. Em dias que não está chovendo também”, diz. Quando a chuva vem acompanhada de vento, a própria CPFL admite a vulnerabilidade da rede. Anteontem, por exemplo, essa foi a razão da escuridão que surpreendeu a região cortada pela avenida do Hipódromo. Os moradores ficaram sem energia elétrica por mais de uma hora.

“Nós tivemos dificuldade (para restabelecer a rede) porque as ruas estavam alagadas e não conseguíamos passar (de um lado para o outro). Tivemos outros pequenos problemas (provocados, por exemplo, por árvores ou galhos que caíram sobre a rede). Mas às 22h30, já tínhamos pouca coisa para resolver”, explica o gerente de serviços de campo da CPFL, João Marques.

De acordo com ele, as quedas de energia e o tempo de duração também são monitorados pela empresa, cujas metas são ainda mais rigorosas que as da Aneel. “Discutimos em reuniões diárias e mensais. Somos a melhor empresa (de distribuição de energia), mas para a gente não é suficiente. O importante é o cliente satisfeito”, comenta.