Brasília - O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), marcou para 7 de março a votação do relatório final sobre a representação contra João Paulo Cunha (PT-SP), acusado de quebra de decoro parlamentar por suposto envolvimento no “valerioduto”.
Ontem, o relator do processo, deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS), deu por encerrada a fase de investigações. O deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) também concluiu ontem a fase de investigação contra Josias Gomes (PT-BA). Segundo Izar, a data para a votação do parecer do relatório contra Gomes ainda não está confirmada, mas deve ocorrer na mesma da de Cunha.
O nome do ex-presidente da Câmara foi incluído no relatório parcial apresentado pelas CPIs dos Correios e do Mensalão porque Márcia Regina Cunha, esposa de João Paulo Cunha, sacou da agência do banco Rural em Brasília R$ 50 mil. Inicialmente, ele disse que a mulher havia ido à agência pagar uma conta de TV a cabo. Depois, ele mudou a versão e disse que o dinheiro foi usado no ano passado na campanha do PT em Osasco.
Contra o deputado Josias Gomes pesa o fato dele ter ido pessoalmente ao Banco Rural de Brasília fazer dois saques de R$ 50 mil. Ele alegou que usou o recurso para pagar dívidas da campanha de 2002.
Izar também pediu ontem aos integrantes do colegiado para comparecerem na próxima terça-feira à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para tentar garantir a votação do recurso feito pelo deputado Wanderval Santos contra a decisão do Conselho, que pediu a cassação de seu mandato.