São Paulo - O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP) e a mulher dele, Sylvia, foram interrogados ontem pelo juiz substituto Douglas Camarinha Gonzales, da 2.º Vara Criminal Federal de São Paulo. O casal foi acusado pelo Ministério Público de ter mantido contas bancárias ilegais na França - cerca 1,7 milhão de euros estão bloqueados em nome da família.
Em seu depoimento, o ex-prefeito afirmou que a única conta naquele país pertence à Sylvia e que tudo foi declarado no Imposto de Renda. As demais acusações, disse, fazem parte de uma atitude de “perseguição” do Ministério Público. A Procuradoria da República apresentou outras três contas não declaradas no Brasil - a acusação é baseada em documentos enviados pela França.
A titular das contas assina como “Sylvia Malouf” e o responsável, como “Paulo Malouf”. A assinatura é similar a de Sylvia e o número do passaporte é o mesmo. Sylvia disse não se lembrar de ter assinado o papel. O ex-prefeito, que passou 40 dias preso na Polícia Federal, em São Paulo, nega ter contas fora do País.