09 de julho de 2026
Bairros

Ônibus não substituem, diz promotor

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Os 50 novos ônibus que contarão com elevadores e cintos para fixação das cadeiras de roda representarão 26% da frota de circulares operante na cidade, de 209 veículos. Os números, porém, não convencem o promotor de Justiça da Pessoa com Deficiência de Bauru, Gustavo Zorzella Vaz.

“As pessoas com deficiências graves, que necessitam efetivamente do serviço porta a porta, não se valerão dos ônibus adaptados, pois sequer têm condições de se dirigir aos pontos de parada. A demanda continuará reprimida”, diz. Ele destaca que a obrigação quanto à adaptação dos veículos (decreto número 5.296/04), não substitui a referente às vans, assumida em termo de compromisso.

De acordo com Vaz, está explícito no documento que o melhor caminho é o aumento do número de vans, sem discussão sobre a adaptação de veículos coletivos. “Se a adaptação já era uma realidade trazida na lei, qual seria o objetivo de criar regras para o mesmo fim, no TAC, correndo o risco de confronto ou contradição com o decreto?”, questiona o promotor.

O termo assinado pela prefeitura na gestão anterior prevê ainda que o número de vans mantidas em circulação seja compatível com a demanda de usuários. No entanto, para a atual administração municipal, os 50 ônibus novos vão reduzir a busca por vans. Atualmente, as vans atendem 40 pessoas por dia, informa o diretor de transporte da Emdurb, Valdomiro Fantini Jr.