A Unidade de Apoio à Reabilitação Física do Hospital Estadual (HE) Bauru realizou ontem avaliação de 29 pacientes que vão receber órteses e próteses (meio que auxilia ou substitui a função de um membro) confeccionadas em Bauru.
Elas serão elaboradas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e pela Sociedade de Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri).
O atendimento ao grupo de pacientes marca o início de cooperação prevista em convênio firmado entre as duas instituições e o Hospital Estadual. O acordo levou esperanças às mães Luciana Lisboa da Silva e Vanilde de Oliveira, que há anos lutam contra a morosidade ao buscar atendimento às filhas.
Camila, 11 anos, e Ana Lívia, 7 anos, ontem foram ao HE tirar medidas. “É tudo muito lento. Espero que fazendo por aqui (em Bauru) seja mais rápido”, diz Luciana. Mantém a mesma expectativa Vanilde, que há um ano tirou as medidas da filha para receber uma cadeira de rodas. Até hoje nada.
Vanilde espera que a história mude. A Apae confeccionará e fará as adaptações nas cadeiras de rodas e alguns tipos de coletes e, assim como a Sorri, também vai produzir órteses, de acordo com as especificações da equipe multiprofissional da Unidade de Reabilitação Física do HE.
Segundo a assessoria de imprensa do hospital, as principais vantagens do convênio são a garantia da qualidade dos materiais e a possibilidade de maior adequação às necessidades do paciente. Além disso, o montante gasto com o equipamento será menor.
Os valores a serem pagos pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) e pela Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) - que juntas administram o Hospital Estadual - são os previstos na tabela Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos são repassados pela Secretaria de Estado da Saúde. Anteriormente, eram repassados a empresas contratadas em processo de licitação realizado pelo Estado.