Alguns postos de combustível de Bauru baixaram nesta semana o preço do álcool e da gasolina. Para o derivado da cana-de-açúcar, a redução nas bombas chegou a R$ 0,20 em alguns postos. O preço da gasolina também caiu. Na tarde de ontem, alguns estabelecimentos comerciais cobravam R$ 2,19 pelo litro do combustível.
A queda dos valores não tem justificativa “técnica”, informa o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Walter Siqueira. “Os preços não caíram para nós. Acredito esteja acontecendo uma guerra de preços”, aponta. A “guerra” é declarada quando um posto diminui consideravelmente seus preços, obrigando os demais a acompanhá-lo para não perder clientes. “O preço que esses postos estão praticando dificilmente paga o custo que tiveram”, avalia Siqueira.
Ricardo Pelissaro Loquete, supervisor de um posto de combustível na cidade, admite que reduziu os valores nas bombas para acompanhar a concorrência. “Meus clientes perguntavam porque meus preços estavam acima do que eles viam em outros lugares. Então comecei a baixar”, justifica.
A Associação Nacional do Petróleo (ANP) divulga quinzenalmente levantamento dos preços de combustíveis Bauru. Os postos foram consultados nos dias 7 e 8 de fevereiro e apontavam preço mínimo de R$ 1,660 e máximo de R$ 1,699 para o litro do álcool em Bauru. Já a gasolina era vendida, em média, a R$ 2,5.
Usineiros
O acordo de cavalheiros firmado entre governo federal e usineiros produtores de álcool no início do ano deve passar por reavaliação. Passado pouco mais de um mês desde sua elaboração, os produtores pedem revisão, alegando que o preço de exportação do álcool é de R$ 1,15 o litro. Pelo que foi firmado, o litro não poderia sair da usina custando mais de R$ 1,05. Por isso, estariam acumulando prejuízos. Para conseguir um novo acordo, aguardam um encontro com o ministro da Fazenda Antônio Palocci.
No entanto, a União da Industria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica) informa que até novo direcionamento, continua orientando seus associados a manter o que foi determinado com o governo. O acordo foi firmado para barrar o aumento indiscriminado do combustível no período de entressafra da cana, que vai até abril.