08 de julho de 2026
Bairros

Hospedarias distantes

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 1 min

Relativamente distantes do Centro da cidade, hotéis e pousadas se espalham pelos bairros. Seja por opção ou por falta de recursos para grandes investimentos, os proprietários dessas hospedagens buscam uma clientela diferenciada, que prefere se afastar da movimentação e do barulho das avenidas por um preço mais acessível.

De acordo com a empresária Renata Brodt Marcelino, proprietária de uma hospedaria próxima à Universidade Estadual Paulista (Unesp), o movimento é intenso e os 22 apartamentos são, em geral, ocupados por representantes comerciais, professores e estudantes universitários e profissionais em busca de especialização acadêmica. “O movimento é maior de segunda a sexta-feira, pois, nos finais de semana, tanto estudantes quanto representantes comerciais retornam para suas casas em outras cidades”, explica.

No Jardim Pagani, um hotel funciona há 11 anos. Sinal de que os negócios vão bem? Talvez. A funcionária Dalva Florino Bueno garante que é preciso atender bem para garantir clientela fixa. “A grande maioria dos hóspedes são representantes comerciais. Temos clientes que vieram pela primeira vez quando o hotel foi inaugurado e se hospedam aqui até hoje”, comenta.

Mais afastada ainda, está a hospedaria de Maria Alice Luna de Aguiar, localizada no Parque Jaraguá, à beira da rodovia Bauru-Marília. No local faltam iluminação pública e asfalto, mas isso não foi empecilho para que dona Maria concretizasse seu sonho. Inicialmente construído para abrigar viajantes, o negócio “não deu muito certo”. Para não perder o investimento e garantir a sobrevivência dela e do marido, fisicamente debilitado por uma doença, dona Maria resolveu locar os quartos para mensalistas. Acabou virando um minicondomínio. “Às vezes, aparece um ou outro pernoite, mas a renda vem dos mensalistas. Na maioria são casais ou homens solteiros”, diz.