08 de julho de 2026
Ser

Minha história: “Saudade Marcelo”


| Tempo de leitura: 4 min

Há alguns anos, eu escrevi uma carta neste mesmo jornal, nesta mesma coluna, contando a minha história de amor. O quanto eu sofri para conquistar o meu primeiro namorado, o quanto eu chorei, o quanto me humilhei. Vou relembrar os caros leitores.

No ano de 1998, eu conheci um rapaz maravilhoso na escola em que eu estudava. Nesta época, eu tinha apenas 14 anos e começamos a namorar no dia 30 de maio deste mesmo ano. Nos primeiros anos de namoro, o Marcelo me fez sofrer muito, pois ele também era muito novo. Queria sair, se divertir com os amigos, e nisso ele me deixava para trás. Tinha dia que ele ia na “casa de samba”, que éramos acostumados a frequentar, e eu ficava esperando ele chegar sentada na calçada, passando frio, até altas horas da madrugada. Eu o amava muito, muito mesmo, pois o Marcelo foi quem me fez mulher. Foi o primeiro amor da minha vida... É inesquecível tudo o que passamos um ao lado do outro, as viagens que fizemos juntos, os passeios com os nossos amigos. É inesquecível “Celo” cada palavra que você falava pra mim. Até esses dias atrás, quando você me encontrava na rua, lembro das suas mãos tremulas, suando frio, quando você chegava ao meu lado. Na minha cabeça está passando um filme de todos os nossos momentos. Me culpo por ter feito você sofrer esses três anos em que ficamos separados. Na realidade, em meu coração, nunca nos separamos, pois esses quatro anos em que namoramos aprendemos um com o outro. Eu sempre procurava saber como você estava. Ficava muito feliz quando ouvia dos nossos amigos que você estava bem, mas quando eu ficava sabendo que você não estava legal, sofria muito, pois desejava a você toda a felicidade do mundo, porque você era uma pessoa muito boa. “Celo” nunca eu deixei de tocar no seu nome. Nunca eu deixei de falar para os outros a grande pessoa que você é. Nunca escondi de ninguém o carinho que eu tinha por você. Nesses três anos separados, tanto eu quanto você conhecemos outras pessoas; pessoas maravilhosas, com suas qualidades e defeitos, mas nenhuma dessas pessoas conseguiu acabar com o carinho que tínhamos um pelo outro. É “Celo”, como o nosso amigo Arquimedes dizia, até o último instante em que tivemos perto: “... Vocês vão dar a volta neste mundo, vão conhecer pessoas diferentes, namorar, ficar e, no final dessa volta, vão ficar juntos novamente, pois o destino quer você juntos...”. Na realidade essa também era nossa vontade e lá no fundo acreditávamos nisso, pois você vivia me falando que escolheu a mim para ser a mãe de seus filhos e para ser a sua esposa.

Não foi uma vez só não, foram várias vezes que saiu essas palavras da sua boca. Tenho certeza que foram as palavras mais sinceras que eu ouvi até hoje em minha vida. Foram tantas as pessoas que torciam pela nossa união. Torciam para nos ver felizes. Mas você viajou pra longe, viajou para casa de Deus, você partiu sem mim “Celo”. Sei que está em algum jardim entre as flores. Você agora é um anjo que está me olhando ai desse lugar maravilhoso, mesmo sozinho eu sei que você está perto de mim, quando eu estou triste, olho para a estrela mais brilhante do céu, pois eu sei que é você.

Anjo meu, tão amado, bem sei que estas. Eu sonho acordar para os teus olhos ver uma vez mais, pois o verdadeiro amor espera. “Celo”, peço muito para Deus estar do seu lado, te dando carinho, atenção, te abençoando ai em cima. É, Celo, já faz quase um ano que você nos deixou e a cada dia a saudade é maior. Só eu sei a dor que sinto cada dia, cada hora, cada minuto que se passa. Sinto tanto sua falta. Meu coração está vago, e o que restou aqui sem você só foi as lembranças e a dor da saudade, que é muito grande. É muita saudade!!!

“Celo”, o verdadeiro amor espera... Seja em qualquer lugar do mundo ou até do planeta, seja nas coisas mortas ou imortais, mas, enfim, o verdadeiro amor espera!!! Você foi e sempre será especial e inesquecível!

De seu eterno “Mor”, que era como você me chamava