A maldade é como uma doença que nos pega desprevenidos. Ela pode nos dominar ou nos influenciar. Mas uma coisa é certa: ela sempre deixa marcas. Em nossa sociedade existem dois problemas que, quando se juntam, transformam-se em maldade. São problemas que geram todos os outros. A frieza e o egoísmo. Esta primeira nos leva à crueldade, à falta de caridade e de compaixão. Como quando nos deparamos com uma criança vendendo balas no semáforo. Fechamos o vidro do carro e nem nos perguntamos se deveríamos ajudá-la. O que nos leva ao egoísmo? Este nos torna arrogantes, nos obriga a olharmos tão somente para os nossos próprios interesses. Exemplo disso é o novo costume dos jovens de hoje: o ficar. Um relacionamento sem compromissos que visa satisfazer os desejos egoístas de cada um.
A maldade, por sua vez, acontece quando outras duas se juntam. Faz com que nós tenhamos uma mente perversa, com que não nos importemos com as pessoas ao nosso redor. Como no mercado de trabalho, por exemplo. A maldade que está plantada no coração humano nos leva a fazer de tudo para atingirmos nossos objetivos. Somos capazes de passar por cima de outros para conseguirmos uma vaga, um aumento. O fato é que o mundo por si só não é mau. O ser humano já nasce com a semente da maldade em seu coração. Uma prova disso é que as primeiras coisas que nós aprendemos a fazer quando crianças eram erradas. Sabíamos bater, mas não nos redimir. Sabíamos mentir, mas não assumir. A verdade solar é que os problemas não estão no mundo. Os problemas estão no homem que habita o mundo. E é este homem que, por sua vez, deixa que a semente da maldade germine em seu coração. E, a partir daí, deixa-se dominar.
Vívian Xavier de Moraes Freitas, estudante - RG 45. 969. 018-8