09 de julho de 2026
Nacional

Rio Branco já tem 27 mil desabrigados

Por José Eduardo Rondon | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - As chuvas que atingem o Acre já deixaram cerca de 27 mil desabrigados na Capital do Estado, Rio Branco, segundo a Defesa Civil. O número deve aumentar nos próximos dias, com a conclusão de novos relatórios do órgão sobre os estragos causados. Nenhuma morte foi registrada. A quantidade de desabrigados representa 8,83% da população da Capital.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula em 305.731 o número de moradores de Rio Branco. Ontem, às 16h (horário de Brasília), o rio Acre, que passa pelo centro do município, estava com um nível de 16,58 metros. A partir dos 14 metros, há transbordamento, informou a Defesa Civil. “Está subindo (o nível do rio) um centímetro por hora. O índice mais alto foi registrado em 1997, quando houve a marca de 17,66 metros”, disse o coordenador municipal do órgão, coronel Gilvan Vasconcelos.

Até o final da tarde de ontem, continuava chovendo na cidade. Vasconcelos admitiu a possibilidade de a prefeitura declarar estado de calamidade pública em Rio Branco. “A situação está sendo analisada. Poderá ser decretado. Vinte e quatro bairros estão submersos. Mais de 6 mil imóveis foram afetados.”

O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), já havia decretado situação de emergência no município por causa das fortes chuvas que atingem Rio Branco desde o início de fevereiro. Em 32 escolas as aulas foram suspensas para que os imóveis sejam utilizados como abrigos para as famílias desalojadas.

“Levamos as famílias para um ginásio coberto, que já está lotado. Transferimos outros desabrigados para o parque de exposições, que também já lotou. Agora estamos utilizando as escolas”, afirmou Vasconcelos.

A Prefeitura de Rio Branco, por meio de sua assessoria, disse que relatórios parciais apontam um prejuízo de cerca de R$ 650 mil com as chuvas na capital. Na tarde de ontem, os bairros afetados estavam sem energia elétrica e sem fornecimento de água.

O abastecimento de água foi suspenso porque parte da rede que leva água à população da cidade foi destruída. Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e do Exército, além de voluntários, realizavam, até o fechamento desta edição, resgates de moradores que ficaram ilhados em bairros da capital. No interior do Estado, de acordo com a Defesa Civil, a situação é de normalidade.