08 de julho de 2026
Internacional

Equipes localizam mais 14 corpos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Filipinas - Equipes de resgate continuam ontem as buscas por sobreviventes no vilarejo rural de Guinsaugon, na Província de Leyte, no Leste das Filipinas, que foi soterrado na sexta-feira após deslizamentos de terra. Mais 14 corpos foram encontrados no local, onde autoridades estimam que ao menos 1.800 pessoas tenham morrido quando o povoado foi soterrado por cerca de dez metros de lama, após fortes chuvas.

O número confirmado de mortes é 72. Ontem, informações oficiais davam conta de que 57 pessoas haviam sido encontradas com vida. No entanto, hoje, o número oficial era 20. Não houve explicação das autoridades para a diferença.

Voluntários utilizam dois cães farejadores e concentram as buscas no local onde ficava uma escola primária onde estavam cerca de 250 alunos e professores no momento da tragédia. No entanto, não há sinais de que haja sobreviventes, dois dias após o soterramento do povoado.

A busca por sobreviventes se concentrou na escola depois que relatos não-confirmados davam conta de que mensagens de texto via celular haviam sido enviadas por sobreviventes soterrados a familiares.

Uma equipe de cerca de 30 marines americanos baseada em Okinawa, no Japão, foi enviada a Guinsaugon para ajudar nos trabalhos de busca. Vítimas Autoridades realizaram um enterro coletivo de 50 corpos não-identificados.

Segundo o tenente Raul Farnacio, que comanda as operações de busca, os trabalhos se concentram na escola primária, mas também são realizados em outros locais do povoado. “Todos os esforços continuarão enquanto houver esperança de encontrar sobreviventes”, afirmou a presidente filipina Gloria Macapagal Arroyo. “A nação agradece as orações e a ajuda dos nossos aliados.”

Trabalhadores das equipes de resgate gritam e batem com pedaços de madeira, com a esperança de ouvir gritos. O sobrevôo de helicópteros foi vetado nas áreas mais críticas, para evitar novos deslizamentos.

Em Genebra, a Cruz Vermelha Internacional fez um pedido de US$ 1,5 milhão em ajuda para a compra de materiais para a construção de abrigos temporários e outros itens de emergência.