A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru ainda apura a morte do pedreiro Claudionor dos Santos Queirós, 26 anos, encontrado carbonizado no último dia 12, dentro de seu carro, um Fiesta com placas CXF 0188, de Pirajuí. O veículo estava na estrada que liga a estação de captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE) à rodovia Elias Miguel Maluf.
De acordo com o titular da DIG, Silberto Matins Sevilha, a hipótese mais provável, até então, é que o rapaz tenha sofrido um mal súbito, como infarto, por exemplo. Dessa forma, ele teria perdido a direção do carro que, conseqüentemente, pode ter batido numa pedra de 40 centímetros de cumprimento por dez de largura que foi encontrada embaixo do tanque de combustível. O delegado acredita que a rocha teria causado uma explosão.
“Enquanto a perícia não apresentar o laudo, que deve sair em março, não posso descartar essa possibilidade. Ainda não sabemos se as portas estavam travadas, se a vítima usava o cinto de segurança, se havia projétil no chão do carro. São questões que só a técnica poderá responder”, explica Sevilha.
O delegado também informa que a probabilidade de Queirós ter sido vítima de homicídio não está descartada, embora seja remota. Como o resultado da necrópsia ainda não foi divulgado, não se sabe se o rapaz foi morto antes ou morreu em conseqüência do incêndio no veículo. Ele, no entanto, chama a atenção para a postura em que o pedreiro foi encontrado no carro. Segundo Sevilha, a vítima estava sentada no banco do volante.
“Será que uma pessoa ficaria sentada, como estava, num carro que está pegando fogo?”, questiona. Encontramos uma pedra grande embaixo do tanque do carro, a qual está me intrigando bastante”, observa.
Quanto à possibilidade de suicídio, o delegado descarta a hipótese. Conforme ele, a vítima teria usado algum objeto cortante ou até uma arma de fogo para se suicidar, o que não foi encontrado no local. Ele também argumenta que o pedreiro, sobre essa hipótese, provavelmente não estaria na posição em que foi encontrado carbonizado.
“Qualquer conclusão que tirarmos nesse momento será um pensamento precipitado. Nesse caso, temos duas versões conflitantes, sendo uma da família e outra obtida por meio da investigação. Mas qualquer opinião a esse respeito, pode colocar em risco todas as investigações”, explica Sevilha .
O pedreiro, que não tinha passagem pela polícia, foi encontrado completamente irreconhecível. Seus órgãos foram consumidos pelo fogo, o que impossibilitou a polícia de, imediatamente, checar se ele sofreu ferimentos antes de ser carbonizado.
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Novos incêndios
Um veículo Caravan, placas CXF 1207, de Bauru, pegou fogo na rua Ayrton Bush, 13-18, Parque Jaraguá, na madrugada de domingo. O dono do carro, João Guilherme dos Santos, 40 anos, alega que ouviu um estrondo e que, ao sair ao portão, observou o carro em chamas.
O delegado Francisco Bromati, titular do 1º Distrito Policial de Bauru (1º DP), diz que aguarda o laudo da perícia para saber se o incidente foi criminoso ou não.
Na quinta-feira passada, um carro modelo Gol foi encontrado sem as rodas e sem o carburador já queimado no lixão do Núcleo Otávio Rasi, em Bauru. Segundo a polícia, o veículo foi furtado e não havia ninguém dentro dele.
O titular da DIG, Silberto Martins Sevilha, afirmou ontem que nenhum dos casos tem relação com a morte do pedreiro Claudionor Queirós, segundo informações já apuradas.