São Paulo - O preço do álcool ao consumidor subiu pela quarta semana seguida e atingiu uma média de R$ 1,761 no País, segundo pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). O valor médio do litro do álcool hidratado cobrado nos postos brasileiros subiu de R$ 1,743 na semana retrasada para R$ 1,761 na semana passada, uma alta de 1,03%.
Entre os dias 22 de janeiro e 18 de fevereiro, houve avanço de 1,55%. O governo tem tentado controlar o preço do combustível e chegou a anunciar um acordo com os usineiros para limitar o valor cobrado na usina pelo litro do álcool anidro (aquele que é misturado à gasolina) em até R$ 1,05 (sem impostos).
Pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na última sexta-feira mostrou, no entanto, que o litro passou de R$ 1,0462 para R$ 1,0727 (sem impostos) no Estado de São Paulo, valor acima do teto fixado pelo governo. Já o álcool hidratado - comercializado diretamente na bomba - passou de R$ 1,0379 para R$ 1,0721, um aumento de 3,29%.
A União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) disse em nota que o esforço dos produtores de manter o preço do álcool abaixo do teto chegou ao “limite”. “O acordo entre o governo e o setor privado, realizado quando o álcool estava sendo comercializado a R$ 1,08 por litro na porta da fábrica, conseguiu o importante feito de garantir por 40 dias os preços de álcool ao produtor abaixo do teto de R$ 1,05 por litro definido com o governo.”
Os preços têm subido por três motivos principais: a entressafra da cana-de-açúcar, a alta dos preços do açúcar no mercado internacional e o aumento da demanda por álcool no Brasil com a popularização dos carros bicombustível. Para os usineiros, uma forma de conter os preços nesse momento seria com a antecipação de safra, prevista para abril, que garantiria oferta adicional de 850 milhões de litros.