Existem vários tipos de governos pelo mundo, com seus respectivos governantes. Na Inglaterra, por exemplo, impera a monarquia parlamentarista, onde o ministro governa e a rainha representa. No Brasil e tantos outros países, governa a república e a democracia. Há vários outros casos que poderiam ser citados, mas um em especial, que vez ou outra surge e costuma marcar períodos, merece atenção especial: a ditadura.
Como explicar que um povo aceite ser mandado e desmandado, proibido e enganado, sem reclamar - pelo menos em sua maioria? A resposta não é clara. Talvez todos tenhamos um pouco de sebastianismo, na espera de um líder perfeito, em nós; talvez seja o poder de persuasão dos mais fortes, talvez não seja nada disso. O fato é que guerras já foram iniciadas por doutrinas que alguns poucos conseguiram convencer milhões a acreditar. Nada se tornaria possível ou, ao menos, seria muito dificultado, sem repressão. A ordem “mor” no regime ditatorial costuma ser a de manter os descontentes calados, custe o que custar, e não raro o custo é a liberdade ou a vida. O silêncio vale ouro.
Longe da ditadura e perto do povo brasileiro, a regra do silêncio parece também ser válida. Diante dos escândalos de corrupção, o presidente adotou a tática de falar o menos possível e, quando falar, negar tudo. Aparentemente, apesar de vivermos num país livre e democrático, existem medidas políticas que transcedem o tempo e o espaço, se tornando atuais. É uma pena que tais regras não sejam para ajudar e melhorar as condições da população, e sim para enganá-la e ocultar, mantendo-a no escuro e sem respostas. Do jeito que a situação política está, o que anda valendo ouro mesmo são palavras - de esclarecimento.
Daisa Pastrelo Giraldi - 35.181.085-7