São Paulo - Ao menos 1.497 parentes de magistrados empregados em cargos de confiança nos Tribunais de Justiça (TJs) de 12 Estados foram exonerados após o Supremo Tribunal Federal validar a decisão pelo fim do nepotismo no Judiciário. Com isso, já são mais de 2.100 parentes demitidos, de acordo com levantamento feito pela “Folha de S.Paulo” em 24 Estados. Em 18 de outubro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou resolução que proíbe o nepotismo até terceiro grau.
O prazo para as exonerações venceu na terça-feira passada, mas os tribunais se recusaram a cumprir a medida. Foi preciso que o STF julgasse a medida constitucional para que começassem as demissões. O TJ de Minas Gerais, que havia se recusado a divulgar o número de atingidos pela resolução, dispensou 363 servidores ontem.
As vagas serão preenchidas por aprovados em concurso público. Ontem, foram exonerados 212 parentes no Piauí, 113 no Rio Grande do Norte, 86 em Pernambuco, 45 no Espírito Santo e 19 em Mato Grosso do Sul. O Maranhão está concluindo a exoneração de 198 servidores. Em Alagoas, até ontem, haviam sido demitidas 138 pessoas. No Paraná, 79 foram demitidas.
Outros 31 já haviam sido demitidos antes da sentença do STF. Em Mato Grosso, o número de parentes ainda é incerto, mas hoje 68 foram exonerados. Na Paraíba, a conclusão das demissões ocorreu no sábado, com a publicação das exonerações. Dos 105 casos identificados, 80 estavam protegidos por liminares e perderam seus cargos. As 118 exonerações na Bahia também foram concluídas na semana passada.