11 de julho de 2026
Nacional

Jovem morre enquanto policiais vasculhavam seu computador no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - Uma operação internacional de combate à pedofilia deflagrada ontem em 30 países resultou na morte de um estudante de 17 anos, que teria se atirado da janela de seu quarto enquanto a Polícia Federal (PF) examinava os computadores do apartamento em que morava com a família, na zona norte do Rio. O rapaz caiu de uma altura de 24 metros no estacionamento de um condomínio na rua Visconde de Itamaraty, no Maracanã. Embora socorrido por um médico que morava no local, morreu menos de dez minutos após a queda.

A versão da PF é a de que o jovem cometeu suicídio. A família da vítima não quis dar entrevista. Em depoimento, o pai não se queixou da ação policial. A morte do estudante ocorreu por volta das 6h30. Quatro policiais federais estavam havia 30 minutos no apartamento, em cumprimento a um mandado judicial de busca e apreensão.

O rapaz deixou a sala, onde estava com a mãe, a irmã (estudante de direito) e dois policiais, foi ao quarto e se atirou da janela, de acordo com a versão da PF. Iniciada na Espanha em outubro de 2005, a Operação Azahar (região no litoral espanhol) teve ontem uma segunda fase, da qual participaram as polícias de países na América do Sul, América Central, América do Norte, Europa e Ásia. No total, eram 130 alvos, dos quais 34 no Brasil.

Os endereços foram passados à PF pela Guarda Civil da Espanha, que os obteve por meio de um programa pioneiro de busca de pedófilos pela Internet.

A PF não divulgou a quantidade de computadores e programas apreendidos. Em entrevista, o superintendente da PF no Rio, José Milton Rodrigues, lamentou a morte do rapaz, mas disse que o computador dele trazia imagens sexuais de crianças com menos de 14 anos. “Havia até bebês”, afirmou. O computador foi aberto à tarde pela perícia.

Em entrevista no final da tarde, afirmou que a atitude do adolescente surpreendeu os parentes e também os policiais. Rodrigues afirmou ainda considerar que os policiais não erraram ao permitir que o estudante fosse até seu quarto sem um acompanhamento. Isso porque ele não teria demonstrado nervosismo ou algum tipo de alteração.